Imigração polonesa e futebol marcam a história do clube
A história da Sociedade União Juventus se confunde com a história da imigração polonesa no Paraná. Uma das primeiras tentativas de reunir e organizar as atividades dos imigrantes em Curitiba se deu em julho de 1890, com a fundação da Sociedade Tadeus Kosciuszko, que inaugurou seu primeiro núcleo nos arredores do bairro Pilarzinho. Nessa época, seus membros estavam afinados com os movimentos para a libertação da Polônia, que se encontrava sob ocupação da Prússia e da Alemanha. Na esteira dessas reflexões, sentiu-se a necessidade de uma nova organização social, foi aí que surgiu, em junho de 1898 a Sociedade União Juventus.
Em 1938 outras várias instituições de poloneses se uniram dando origem à Sociedade de Educação Física Juventus. Essa razão social duraria até 1959 quando fundiu-se e ela a Sociedade Beneficente Recreativa União, dando início à Sociedade União Juventus, que perdura até hoje. Ao longo do tempo, outras instituições foram incorporadas como a Sociedade Operária do Batel, em 1992, o Clube do Golfinho (1993) e a Associação Beneficente e Cultural dos Poloneses no Brasil (1994).
Ao longo dessa trajetória, o futebol praticado no clube merece destaque. Na década de 30, o Juventus disputou diversos campeonatos amadores, aspirantes, médios e juvenis, passando para a categoria profissional em 1935, onde permaneceu até 1950. Nesse período, jogou contra os grandes times da capital paranaense, como o Coritiba, o Atlético e o Ferroviário.
Por duas vezes (1944 e 1946) venceu o torneio início do campeonato oficial, quando eram disputados jogos curtos entre os times nos primeiros dias da competição. Sua boa atuação em campo lhe rendeu o apelido de ''Fantasma do Batel''. O time revelou bons jogadores que passariam para times maiores como foi o caso do goleiro Tadeu, que saiu do Juventus para jogar pelo América do Rio de Janeiro e acabou convocado para ser o goleiro titular da Seleção Brasileira na Copa Rocca de 1939. (A.A.)





