Envelhecimento Digital é um dos métodos utilizados para ajudar na identificação das crianças. O processo, desenvolvido pelo arquiteto Roberval Coutinho, em 1990, então funcionário do Instituto de Criminalística, consiste na atualização das imagens das crianças desaparecidas. O projeto ganhou destaque a partir de 1994, quando o número de crianças desaparecidas no estado começou a aumentar. Até então, o trabalho era desenvolvido apenas na identificação de pessoas procuradas pela polícia.
Para fazer o envelhecimento são recolhidas todas as fotografias disponíveis da criança, mais as fotografias disponíveis dos pais em diversas idades. O perfil da cabeça da criança é estudado, evoluindo até a data pretendida. A pesquisa é feita dentro de um banco de dados previamente montado com vários padrões de formatos de cabeças.
O Curso de Progressão e Envelhecimento Digital, realizado em Curitiba, no ano passado, envolveu 25 policiais da América Latina, três deles do Paraná, aumentando a quantidade de policiais treinados para elaborar a atual aparência de crianças desaparecidas.
Os primeiros trabalhos de envelhecimento foram de Guilherme Caramês Tiburtius e Ewerton de Lima Gonçalves, depois os de Lucinéia Silvéria da Silva, Rodrigo Novicki de Oliveira, Leandro Bossi, Letícia Moraes de Oliveira e Osnei Ranea.(M.O)

mockup