Embora grande parte dos moradores do local desconheça esse episódio, a comitiva imperial também passou pelo bairro Orleans. Ainda hoje é o som de dois sinos doados pelo Imperador Dom Pedro II que convida os fiéis para missa da Paróquia Santo Antonio de Orleans. Mas por onde se pergunta a respeito da visita da família imperial ao bairro, na época em que ele ainda era conhecido como colônia Orleans, a resposta é a mesma. ''Nunca falaram nada dessa história'', afirma Felix Macioski, de 67 anos, que nasceu no local.
Maria Levek Wichinievski, de 80 anos, também não lembra de ter ouvido sobre a passagem histórica. ''Não ensinaram essas coisas'', conta. Para José Agostinho da Silva, de 75 anos, morador de Orleans desde 1956, a história também é novidade. ''Estou sabendo agora que você está me falando. Não só é curioso como importante, pela tradição e a história'', avalia. Já Tereza Chanoski, de 73 anos, sabia que o monarca havia passado ali por perto mas não no bairro onde mora. ''Eu sei que ele passou na rua do Campo Comprido, na estrada velha'', lembra.
E sobre a doação dos sinos, Margarete Novacowski, de 44 anos, ouviu a história na missa há pouco tempo, por conta do início das comemorações do Centenário dos Missionários Vicentinos em Orleans (1908 - 2008). ''Eu nem imaginava, achei interessante'', comenta.
O antigo distrito curitibano de Nova Polônia passou a chamar-se Orleans quando foi emancipado em 1878, e recebeu esse nome em homenagem ao príncipe Luís Felipe de Orleans, o conde d'Eu, marido da princesa Isabel.
No livro Orleans - Um século de subsistência, publicado pela Fundação Cultural de Curitiba, em 1976, o historiador Ruy Christovam Wachowicz relata que durante a visita do casal imperial, os poloneses solicitaram auxílio para a construção de uma igreja. Eles receberam, então, a promessa do Imperador de que ele enviaria uma imagem do padroeiro Santo Antonio e dois sinos. A imagem desapareceu na década de 1920. (D.R.)

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