Ilegalidade e doenças
Representantes dos tatuadores e aplicadores de piercing de Curitiba, das secretarias municipais da Saúde e das Finanças e da Câmara Municipal estão formando um grupo de trabalho que se reunirá, a partir de março de 2010, para deliberar sobre o que fazer para legalizar estúdios informais e melhorar a qualidade dos serviços prestados por esses estabelecimentos.
De acordo com Lucinéia Bencke Lino, da área de vigilância sanitária de produtos e serviços da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, a intenção é proteger os dois lados, tatuador e tatuado. ''Queremos ampliar a educação da prática. São procedimentos invasivos, que exigem cuidados, pois podem transmitir doenças como hepatite B e até Aids. A ideia é aproximar o grupo de profissionais para repassar as práticas corretas de segurança e orientá-los sobre a necessidade de estar com a licença sanitária e alvará em dia. Além disso, a secretaria oferece aos tatuadores vacinas contra hepatite B (única prevenível por vacina), disponíveis gratuitamente nas unidades de saúde da cidade'', explica. A profissional ainda diz que existem hoje em Curitiba entre 100 e 150 tatuadores e aplicadores de piercing, porém, apenas 40 estão na legalidade. (Y.S.)





