IDÉIA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de março de 2007
André Amorim<br>Equipe da Folha 
A personificação da morte começa a ter devaneios existenciais e decide se aposentar, trazendo sérios problemas para a cidade de Ankh-Morpork. Com esse mote absurdo, o inglês Terry Pratchett inicia uma aventura fantástica através do universo ficcional do Discworld, um mundo em forma de disco achatado carregado nas costas de quatro elefantes que caminham sobre o casco da grande A'Tuin, a tartaruga estelar.
Se até aqui a trama parece estranha, ela ficará mais ainda com as consequências do fluxo de vida represado pela ausência de morte. Ao ser enterrado, Windle Poons encontra na tampa do caixão um convite para integrar uma confraria de zumbis; lembrancinhas de vidro com neve dentro - na verdade ovos de cidades - começam a pipocar em porões escuros; palavrões ganham vida e perseguem aquele que os proferiu; parafusos se desprendem para flutuar sobre a cabeça dos magos da Universidade Invisível e um certo esqueleto com uma foice consegue emprego em uma fazenda na época da colheita.
Com muito humor, o autor se vale de situações absurdas para fazer uma paródia da sociedade em que vivemos. O universo Discworld, criado por Pratchett em 1983, transcendeu os livros para tornar-se programas de TV, histórias em quadrinho, peças de teatro, jogos de RPG e video-game. Com mais de 30 livros lançados, a série arrebanha leitores de todas as idades.
SERVIÇO
O Senhor da Foice, Terry Pratchett, 2006, 285 páginas, Editora Conrad. Nas Livrarias Curitiba este livro é encontrado por R$ 38.


