IDÉIA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de março de 2007
Denise Ribeiro<br>Equipe da Folha 
Texto bom para quem quer uma leitura rápida, para quem não tem muita paciência com a literatura mais convencional, para quem gosta do tradicional mas também se arrisca na busca por novas linguagens, para quem nunca leu um autor oriental e para quem está a procura de diversão. Por essas e outras vale se aventurar por Sayonara, gangsters, de 1982, primeiro livro do japonês Genichiro Takahashi traduzido para o português e publicado no Brasil no ano passado.
Com o lirismo de uma história narrada por um professor de poesia, o livro insólito tem passagens que beiram a filosofia como no episódio em que os quatro gangsters, Calado, Baixinho, Gorducho e Bonitão decidem ter aula de poesia e questionam o professor sobre o que significa esse negócio de aula, afinal?. O professor responde que significa refletir sobre a verdade. Apenas refletir? E para que serve refletir?, pergunta o aluno. Não adianta para nada, eu presumo, é o que obtém como resposta. E a aula é para refletir sobre algo que não vale nada?, estranha o gangster. Exatamente, confirma o professor. E você quer me convencer que esse é seu trabalho?. O diálogo segue, imperdível.
Assim como as aulas de poesia de Sayonara, gangsters nome dado ao professor pela namorada, como era costume na época em que se passa a história o livro é também (como não poderia deixar de ser) um estímulo à reflexão, além de muito divertido.
Sayonara, gangsters. Genichiro Takahashi, tradução do japonês de Jefferson José Teixeira. Ediouro, 2006, 295 páginas. Nas Livrarias Curitiba o preço é R$ 39,90.


