IAP apreende materiais de pesca
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sexta-feira, 02 de novembro de 2001
Joel Guedes<bR>De Umuarama - Especial para a Folha 
Apreensão de mais de cinco mil metros de espinhéis, duas espingardas cartucheiras, 35 redes de pesca e 300 anzóis de galho. Esse foi o resultado de uma fiscalização no último final de semana do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) de Umuarama, no rio Ivaí.
Este tipo de trabalho será intensificado a partir desta semana. É que desde quinta-feira, dia 1º, a pesca amadora e profissional está proibida nos rios que cortam a região. A proibição é necessária para permitir a reprodução dos peixes e é nessa época que os fiscais do IAP e a Polícia Florestal têm muito trabalho para impedir a ação de predadores.
O chefe do escritório regional do IAP, João Toninato, lembra que até o dia 28 de fevereiro de 2002 será permitida ''apenas a pesca de barranco''. Mesmo assim, cada pescador, amador ou profissional, poderá pescar apenas cinco quilos de peixe ou uma única espécie de maior peso. ''Quem for pego pescando com barco será autuado e poderá pagar multa'', avisa Toninato. A multa para quem é de R$ 1,5 mil, mais apreensão do material de pesca. Dependendo da situação a pessoa pode até ser presa.
Além dos oito fiscais do IAP, o trabalho de fiscalização nos cerca de 500 quilômetros de rios na região terá participação de 10 fiscais das APAs (Áreas de Proteção Ambiental) do Rio Paraná, da Polícia Florestal e da Patrulha Rural da Polícia Militar. Para desenvolver o trabalho na região, o IAP conta com três embarcações pequenas e uma lancha. As principais atividades ficarão centralizadas nos rios Paraná, Ivaí, Piquiri e Goioerê.
Para quem sobrevive unicamente da pesca, haverá uma ajuda do governo. A região tem três colônias de pescadores. São dezenas de famílias cadastradas, que sobrevivem da pesca. A maior colônia é a do Porto Camargo, com 60 famílias. As outras são as de Altônia e Porto Figueira.
Nesta época do ano os pescadores profissionais ficam proibidos de exercerem suas atividades em função da proibição da pesca. Nos anos anteriores o governo repassou cestas básicas e dinheiro para a sobrevivência das cerca de 200 famílias durante os quatro meses de pesca proibida. A ajuda deve se repetir este ano.


