Humanos causaram pior catástrofe
Agência Estado
Coube ao próprio Homem promover a maior de todas as catástrofes deste século, ao subtrair 55 milhões de vidas ao longo da Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 45. Mas outros episódios foram grandes demonstrações de seu poder exterminador. Como na União Soviética de 1932, onde 5 milhões pereceram de fome em meio aos conflitos em torno da coletivização das propriedades rurais, que pararam de produzir alimentos.
Em 1938, os chineses revelaram que a vida vale pouco quando explodiram os diques do Rio Hoang-Ho, perto de Cheng-chou, para impedir o avanço dos japoneses. Uma vasta área da província de Honan desapareceu sob as águas, com 500 mil moradores.
Na África, nada menos que 150 mil refugiados de várias regiões morreram no Sudão, em 1984, na tentativa de encontrar segurança e alimentos.
Mas o Homem também viveu no Século 20 as chamadas tragédias da tecnologia. Em abril de 1896, incêndio em reatores da usina atômica de Chernobyl causou a morte de 100 mil pessoas e 1,5 milhão de crianças foram afetadas de alguma maneira.
Houve ainda grandes desastres como o do Titanic, que naufragou em abril de 1912 no gelado Atlântico Norte, após colidir com um iceberg. As 1,5 mil vítimas fatais do famoso navio inglês são bem menos que os 7,7 mil passageiros mortos do navio alemão Wilhelm Gustloff, torpedeado por um submarino soviético nas proximidades de Dantzig (Polônia), em 1945. Quarenta e dois anos mais tarde, a colisão do ferry filipino Dona Paz matou, pelo menos, 4 mil pessoas. Foi o maior acidente naval em tempos de paz em 99 anos.
Em terra firme, a tragédia de Bhopal, em 1984, teve grande impacto: pelo menos 6,4 mil indianos contaminados com gás de metil-isocianato que escapou de uma indústria. Foi o maior acidente químico no mundo desde 1900. O segundo foi no Iraque, onde 6 mil pessoas morreram em setembro de 1971, após consumirem grãos contaminados por mercúrio.
Explosões e incêndios também marcaram este período. Em 1906, uma explosão na mina francesa de Courrieres deixou 1.060 mortos; em 1931, cerca de 3 mil mineiros morreram durante um incêndio na Manchúria; em 1956, uma explosão de dinamite matou 2,7 mil em Cali, na Colômbia. Mas é o fogo nas cidades que deixa as piores lembranças, como a devastação de San Francisco (EUA) em 1906, com 1.188 vítimas fatais, e o grande incêndio de Tóquio e Yokohama, em 1923, que levou consigo 3,8 mil vidas.





