Hospital Regional ainda é um sonho
Desde que o Hospital Cemil de Umuarama deixou de atender a população pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em fevereiro deste ano, lideranças políticas da região de Entre-Rios vêm tentando de todas as formas colocar em prática a proposta de criação de um hospital regional, capacitado para atender os 21 municípios que integram o Consórcio Intermunicipal de Saúde (Cisa), também com sede em Umuarama.
O presidente do Cisa e prefeito de Perobal, José Evangelista de Albuquerque (PSDB), tomou a frente na discussão, debateu a questão com os demais prefeitos da região e já levou a reivindicação à Secretaria Estadual da Saúde. Mas até agora o projeto não caminhou. Sem recursos, o governo estadual não mostrou disposição em implantar o projeto e a luta pela implantação do Hospital Regional agora está sendo levada a Brasília.
Os prefeitos tentam marcar audiência no Ministério da Sa© úde para discutir o assunto diretamente com o ministro José Serra. Evangelista acredita que ainda este mês a diretoria do Cisa estará em Brasília para apresentar ao ministro a proposta e exigir a participação do governo federal na execução do projeto.
Com o descredenciamento do Cemil, o atendimento à população de quase toda a região, com exceção daqueles municípios que contam com hospitais municipais, passou a ser feito em outros quatro hospitais de Umuarama, mas apenas dois deles contam com Unidades de Tarapia Intensiva (UTIs).
No Hospital Nossa Senhora Aparecida, a UTI conta com oito leitos para adultos e oito para crianças. Já no Hospital São Paulo são apenas sete leitos. Há casos em que esse número não é suficiente para atender a demanda regional e já houve caso em que paciente teve de ser removido para fora da cidade.
Tanto o presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde como o chefe da 12ª Regional de Saúde, Arno Prant, afirmam que os hospitais têm feito o possível para atender a demanda, mas reconhecem a necessidade de acelerar o processo de criação do Hospital Regional, temendo a possibilidade de novos descredenciamentos do SUS. Seria o caos, afirma Albuquerque.





