Hospital de Pinhais fechou por falta de manutenção
O Hospital e Maternidade Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, construído e equipado com a doação de recursos de uma organização internacional no início da década, fechou as portas há um ano e meio por causa do alto custo de manutenção, segundo a Secretaria de Saúde do município de Pinhais. O local foi transformado em Pronto-Atendimento 24 horas e Centro de Especialidades, no qual atendem profissionais das áreas de psicologia, serviço social, fonoaudiologia e fisioterapia. A cidade conta agora apenas com o Hospital Pinhais, que atende pelo SUS mas é particular.
O mesmo acontece em Piraquara. O único hospital do município é particular e, segundo a Secretaria de Saúde, os R$ 100 mil de teto para gastos com atendimento hospitalar são insuficientes diante da demanda local e não há orçamento para atendimento complexo. Nesse caso, o paciente chega a esperar uma semana até conseguir internação fora.
Morador de Pinhais, Luiz Roberto Tater, de 55 anos, diz que o Hospital Nossa Senhora da Luz dos Pinhais passou por uma fase em que o atendimento ''dava gosto'', no período em que era administrado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Mas quando a administração passou para outra empresa, começaram os problemas. ''Não tinha médico, não faziam mais internamento, teve uma época aqui que tava feio'', lembra.
Noeli Pontello, de 47 anos, também sente falta do atendimento prestado nessa primeira fase. ''Era maravilhoso. Pena que fechou. Meu filho foi muito bem atendido aqui, se não fosse aquele atendimento não sei o que teria acontecido. Agora estamos bem abandonados. Se reabrisse isso daí, pra nós seria uma benção'', conta.
Giovani Ferreira da Silva, de 36 anos, lembra que no período de crise os pacientes precisavam esperar durante horas por um médico. ''Antigamente você chegava às 11 da noite e ia ser atendido à 1 hora da manhã. Agora melhorou. Outro dia meu filho fez um corte perto do olho e às 6 da manhã tinha médico. Antes eles mandavam a gente para o posto de saúde'', afirma.
Para Adriano Samuel da Rocha, de 25 anos, o município tem conseguido prestar um bom atendimento dentro de suas possibilidades. ''Eles não estão mais demorando para marcar exames. Quando abre vaga para internação fora, já encaminham. Meu pai teve uma infecção intestinal há pouco tempo e enquanto não conseguiram vaga em um hospital não deixaram ele ir embora'', observa.
O pai de Rocha ficou um dia internado no Hospital de Clínicas em Curitiba para a realização de exames. ''Esse é o único defeito, aqui não há tecnologia para exames complementares. Então eles encaminham para outro lugar. É quando o pessoal fica nervoso porque enquanto não abrir vaga num hospital de fora não tem como encaminhar o pessoal daqui'', avalia. (D.R.)





