Hospitais terciários são canteiro de obras
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Chiara Papali<br>Reportagem Local 
Em uma cidade que não pára de crescer, os hospitais seguem o mesmo caminho e é crescente a necessidade de investir, não só em novas tecnologias, mas na expansão física. Os hospitais Universitário (HU), Evangélico (HE) e Santa Casa, as três instituições de atendimento de alta complexidade de Londrina, são (quase sempre) um canteiro de obras. Os grandes desafios passam por capacitar os pronto-socorros para atender casos cada vez mais graves e complexos, aumentar o número de vagas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), que historicamente têm episódios de superlotação, e conseguir verbas para que tudo isso possa ser feito.
Expandir faz parte do vocabulário dos hospitais, avalia o diretor do Hospital Evangélico, Luiz Soares Koury, primeiro pela demanda crescente de clientela. A população cresce, envelhece, e há mais casos de violência urbana - fatores que fazem com que haja uma pressão maior por leitos hospitalares, ressalta. As doenças crônicas e a violência do trânsito, dos assaltos, leva a casos mais graves, que necessitam de UTI. Há 20 anos, a maior parte das internações infantis, por exemplo, eram casos de desidratação, diarréia. Hoje é meningite. E entre os adultos, acidentados, problemas cardíacos graves, câncer, avalia o superintendente da Santa Casa, Fahd Haddad.
Outra necessidade, segundo Koury, é reformar estruturas físicas construídas já há algumas décadas - caso do HE, cujo prédio é de 71 - quando as exigências, tanto sanitárias, quanto de conforto, eram outras, e quando nem se sonhava com equipamentos que existem hoje. E ainda há a necessidade de investir em tecnologia, já que a medicina é uma das áreas que mais sofre atualização, avalia Koury.
O próprio HU, lembra o superintendente, Francisco Eugênio Alves de Souza, construído na década de 50 como um sanatório para atender casos de tuberculose, passou, e passa, por uma série de modificações para atender ao perfil de hospital-escola, com dezenas de atendimentos clínicos, cirúrgicos e de emergência. É preciso atender cada vez mais exigências e normas de vigilância sanitária, e as novas demandas, de atendimentos cada vez mais de alta complexidade e mais exigências técnicas e de equipamentos, completa.
É com essa concepção que ele avalia que o pronto-socorro, em reforma desde julho de 2007 e com previsão de término para o início do ano, foi praticamente construído de novo. Tem uma nova concepção, de atendimento de casos cada vez mais graves e complexos, avalia.
Quanto à superlotação de UTIs, a resolução é mais difícil: Na medida que os hospitais da região conseguem manter o paciente vivo, de um caso de um infarte, por exemplo, mas precisam de atendimento complexo - uma cirurgia cardíaca - que só existe em Londrina, a demanda de UTI será sempre crescente. O problema (da superlotação) vem sendo equacionado, mas não na velocidade que gostaríamos.


