Horário de pico terá estacionamento proibido
Uma das alternativas que a Urbs está estudando para melhorar o fluxo de veículos na área central, que deve virar realidade ainda neste mês, é a proibição do estacionamento em algumas ruas entre as 17h20 e as 20 horas, quando estima-se que 35% da frota da cidade esteja circulando. Mesmo onde há o Estacionamento Regulamentado (Estar) não será permitido estacionar durante esse intervalo. A princípio serão quatro vias a entrar nesse novo sistema: Brigadeiro Franco, Desembargador Motta, Ângelo Sampaio e Coronel Dulcídio - todas elas cruzam o centro da cidade.
Segundo Battistella, caso a medida obtenha sucesso, as avenidas Carlos de Carvalho e Vicente Machado podem ser as próximas. ''Na medida que a gente sentir a necessidade vamos fazendo em outros lugares'', explica a diretora. Outra ação nesse sentido é acabar com a faixa de estacionamento nas vias de trânsito rápido, a exemplo do que já foi feito - sob muitos protestos dos comerciantes - na Avenida Visconde de Guarapuava.
Na opinião da diretora de trânsito da Urbs, a simulação feita pela FOLHA não acusa a existência de congestionamentos, e sim de trânsito lento. ''Seis quilômetros em 38 minutos incluindo conversões, movimento de ônibus, etc. não é uma situação crítica'', avalia.
Outra reclamação dos motoristas ouvidos pela reportagem é o movimento intenso que se forma próximo às escolas do Centro da cidade durante os horários de pico. Nilse Pereira culpa a saída de um colégio na Rua 24 de Maio pelo tráfego saturado. ''Atrapalham muito'', desabafa a condutora, que diz levar 25 minutos para chegar em casa. Sobre esse problema, Battistella argumenta que não há muito a se fazer. ''Não podemos impedir que eles tenham mais alunos.'' O que vem sendo feito nesse sentido, segundo a diretora, é pedir que as escolas tenham entradas e saídas diferenciadas. (A.A.)





