‘‘Vai ser a hora e a vez do cliente’’. Essa é a definição dada pelo presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Veículos de Londrina (Sincovave), Rodolfo Montosa, sobre a situação do mercado automobilístico na virada de século. A chegada das novas marcas ao País é o principal motivo que levou o empresário a essa conclusão. ‘‘Estamos passando por uma restauração profunda de mercado. Enquanto há um aumento de montadoras, e consequentemente de revendedores, as quatro grandes montadoras vão se reestruturando para se enxugar’’, explica Montosa. Segundo ele, a palavra ‘‘escala’’ é o ponto principal da mudança. ‘‘As revendas terão que possuir uma abrangência maior de região se quiserem sobreviver’’, afirma.
O cliente também está com um novo pensamento. Mais exigente e com mais ‘‘cacife’’, o consumidor faz exigências na hora da compra. ‘‘Houve uma mudança cultural forte e o comprador passou a ter referências de preço e qualidade que antes não tinha. Ele está exigindo preço baixo e qualidade’’, diz Montosa. Para chegar a essa qualidade é necessário ter dinheiro. ‘‘Temos que buscar uma melhoria de serviços, de equipamentos e de estrutura, se quisermos conquistar a confiança dos clientes. E para se obter isso é inevitável ter capacidade financeira’’, afirma.
Com uma frota de 150 mil veículos na cidade, o Sincovave representa 54 empresas entre revendas de automóveis, caminhões e motocicletas do Norte do Estado. O setor emprega diretamente cerca de 2 mil funcionários, que contam com um salário médio mensal de R$ 900.

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