A casa visitada pelo Papa João Paulo II virou uma capela. Nela, a Virgem Negra de Czestchowa, padroeira da Polônia, é homenageada. Nas demais, podem ser vistos móveis e utensílios usados em 1871 como a pipa de azedar repolho, a carroça, o abanador de cereais e o amolador de pedra. Uma das casas traz um pouco do artesanato polônes. O destaque para as famosas pêssankas (ovos pintados à mão para saudar a Páscoa).
A coordenadora do bosque, Danuta Lisicke de Abreu, disse que todos os produtos expostos são feitos pela Cooperativa da Comunidade Polonesa em Curitiba. ''As atividades aqui são permanentes. Três das sete casas trazem exposições belas, como bordados poloneses feitos à mão. Uma delas é um museu vivo. A gente diz que é vivo porque ele não é estático'', disse a polonesa.
Em dias de semana, o bosque recebe a visita de cerca de 500 crianças por dia. São estudantes de escolas municipais que aprendem um pouco de história nas trilhas do bosque. Grupos de turistas poloneses também visitam com regularidade o local. ''O bosque faz parte dos pacotes turísticos vendidos na Polônia. Ele (o bosque) é divulgado nos sites da Europa que mostram as belezas do Brasil'', enumerou. As casas são centenárias (entre 120 a 130 anos). É no bosque que são realizadas as festas da colônia polonesa: como o Swiconka (Benção dos Alimentos), Czestochowa (festa da Padroeira) e São Nivolau (preparativo para as festas natalinas).
Entre as belezas do bosque está a preservação da mata nativa, com a presença de pinheiros e plátanos.(L.P.)

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