Poucos esportes conseguem unir força, beleza e superação como o hipismo. A sintonia entre homem e animal, que juntos precisam cumprir metas e superar obstáculos, torna a modalidade uma das mais elegantes e surpreendentes.
  Impossível ficar indiferente ao movimento vigoroso de um cavalo e de sua obediência diante dos comandos precisos do cavaleiro.
  ‘‘Na competição, a responsabilidade do resultado é tanto do homem quanto do animal, é 50% de cada um. Se você tiver um ótimo cavaleiro com um cavalo ruim, o resultado não será o melhor, assim como se for um ótimo cavalo para um cavaleiro ruim. O equilíbrio e sintonia entre os dois é que garantem o bom resultado’’, afirma Jéssica Carvalho de Sá, amazona e administradora da Villa Hípica Londrina.
  Criado há séculos na Europa, o hipismo começa a se tornar um esporte mais popular no Brasil. ‘‘As pessoas ainda acreditam que o hipismo é uma atividade cara, o que não é verdade. Ele é caro quando a pessoa decide se dedicar e competir como profissional, como acontece com outros esportes’’, afirma o professor Ricardo Vieira, lembrando que as mensalidades para aprender a saltar variam de R$ 180 a R$ 320 e o aluno pode usar os cavalos da escola.
  Ricardo afirma que o hipismo é um dos esportes mais completos que existe. ‘‘Em intensidade, ele perde apenas para a natação. Durante a prática do hipismo o atleta trabalha glúteos, pernas, costas, braço. Além disso, existe o trabalho dos sentidos, no qual o hipismo é o melhor dos esportes. O cavalo se torna uma extensão do corpo do cavaleiro e, durante o percurso, os reflexos devem ser muito rápidos, para que o cavaleiro consiga colocar o passo no tempo certo e definir o melhor momento de saltar. Por isso tudo, o hipismo é muito recomendado para melhorar problemas de locomoção, coordenação motora e defict de atenção’’, garante.
  Outra importante característica do hipismo é sua democracia. As provas são disputadas por atletas de ambos os sexos e de idades variadas. O que importa nas competições é a altura que a pessoa vai saltar. ‘‘Em uma mesma prova é possível encontrar pessoas bem jovens, crianças ainda, e adultos mais velhos’’, garante Jéssica.
  Para começar a aprender o hipismo, é necessário ter mais de quatro anos de idade e o esporte pode ser levado para o resto da vida. ‘‘Esse é outro grande ponto positivo. Não existe limite de idade para começar e nem para parar de praticar. O cavaleiro Nelson Pessoa (pai do medalhista olímpico Rodrigo Pessoa e uma lenda do esporte) saltou e competiu até mais de 60 anos de idade’’, lembra Ricardo.

Imagem ilustrativa da imagem Homem e animal em sintonia
Em intensidade, a modalidade perde apenas para a natação; trabalha glúteos, pernas, costas, braço e os sentidos
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