Histórias não são esquecidas
A comerciante Eliane Schwartz, de 41 anos, não esquece os momentos alegres que passou por conta do funcionamento da Rádio Corneta. Ela mesma acompanhou o aparecimento de crianças que tinham sumido e os pais estavam preocupados. ''Se não fosse o anúncio na rádio, muitas crianças ficariam sumidas por mais tempo. Dizer como elas estavam vestidas, ajudou na identificação delas que estavam brincando'', contou.
Eliane não entende por que algumas pessoas podem ter levado a rádio para o Ministério Público (MP) estadual. ''Não se fala nada demais, que possa ferir princípios. Não tem porque ficar irritado. É um exagero. Quando minha tevê está ligada, nem ouço a Rádio Corneta. Depois percebo e fico chateada por ter perdido os informes, que são rápidos. Duram de 10 a 15 minutos. Moro há três anos aqui. Sempre teve a Rádio Corneta. Tirá-la do ar foi uma desumanidade.''
Eliane lembrou de casos de cachorros que foram furtados e após o anúncio, apareceram. Ela lamentou ainda que uma senhora oriental quase desapareceu sem que pudesse ter anúncio feito na Rádio Corneta no mês passado. ''Houve o caso de uma senhora oriental que não fala português e que mora aqui do lado. Ela abriu o portão e fugiu. A gente tentou anunciar e não foi permitido por causa da decisão da Justiça. Ficamos com medo que ela tivesse pegado um ônibus. Nunca mais a acharíamos. Sorte que ela não tinha ido muito longe'', complementou. (L.P.)





