Histórias e diferenças marcam os bastidores
O jogo do Combate Barreirinha não é Santo Antônio, mas para a educadora Eliane Silva também foi casamenteiro. Em uma das partidas, ela conheceu Luiz Antônio Silva, o Nêgo, na época um dos jogadores do time. ''O Combate é minha vida. Nasci, cresci e sempre vivi ao redor do clube. Meu marido jogou, meu filho joga. É uma interação muito grande'', resume.
Com a experiência de quem já frequentou outros estádios de futebol, Eliane aponta as diferenças entre um jogo dos grandes clubes, como Atlético, Coritiba e Paraná, de um da suburbana. ''Aqui você conhece todo mundo, fazemos churrasco, nos divertimos. Lá você só assiste. A união é o diferencial''.
A suburbana também é a preferência de Antônio Carlos Ribas, narrador e apresentador de programas das rádios Clube e Paraná. ''Apesar da rivalidade, é sempre um clima amistoso. A partida termina e todos vão juntos comer churrasco, conversar. É uma característica forte e que só vejo aqui'', analisa. Para Ribas, ''amador'' é apenas uma questão de nome. ''Agora em 2007 transmiti uns 10 jogos do Campeonato Paranaense que tiveram nível inferior ao de vários confrontos da suburbana. Muitos times são superiores aos do parananese profissional''.
E será que para o juiz da partida existe diferença? Luiz Alberto de Abreu pertence ao quadro da Federação Paranaense de Futebol há seis anos. E diz que a quantidade de ex-profissionais deixa a suburbana tão forte e difícil de apitar quanto um jogo do campeonato profissional. ''Aqui é uma escola, você aprende bastante. Mas na hora de apitar, não pode haver diferença. Tem que aplicar a regra, não importa a categoria''.





