Na semana passada, o Parque Barigüi transformou-se numa mistura de base militar com museu. Viaturas do exército, marinha e aeronáutica do começo do século passado dividiam espaço com tanques de guerra em meio a uma multidão de pessoas trajadas com vestes camufladas. Tratava-se do 3º Encontro Brasileiro de Viaturas Militares Antigas, promovido pela Associação Brasileira de Preservadores de Viaturas Militares (ABPVM), que contou com apoio da Prefeitura de Curitiba e do Exército Brasileiro.
  O evento, que terminou no sábado, reuniu colecionadores de todos os estados onde a ABPVM possui clubes afiliados (São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Espírito Santo) e do Distrito Federal. Cerca de 70 veículos foram trazidos à capital paranaense para o encontro. Segundo o presidente da entidade, Rodolfo Lourenço, a intenção principal dessa reunião é a troca de informações entre os participantes. Entre as ‘‘jóias’’, da exposição estavam um jipe protótipo BanTan BR-C140 (leia reportagem nesta página), e um veículo Ford GP, ambos de 1941, que pela primeira vez foram
expostos ao público.
  A atividade dos colecionadores de viaturas movimenta uma série de mercados secundários, explica Lourenço. Peças antigas, serviços de restauração, o transporte dos veículos e até mesmo a caracterização dos participantes - que mesmo sem pertencerem ao exército gostam de trajar roupas e acessórios
de temática militar, como
armas e medalhas.
  Apesar de contar com integrantes em diversos Estados, até agora todas as edições do encontro foram realizadas em Curitiba. ‘‘No Sul é muito forte, houve aqui uma concentração de unidades militares e uma boa oferta de viaturas em leilões’’,
explica Lourenço.
  Para ingressar em um clube, basta ter interesse pelo assunto e dinheiro sobrando. ‘‘Dá para começar com uns dez mil (reais) até cem mil, mas varia muito’’, esclarece o presidente da ABPVM. Mas as cifras podem ficar bem mais gordas, dependendo das condições do colecionador. ‘‘Tem ‘nego’ lá que gasta mais de um milhão de reais’’, conta Marcos Vinícius Nogueira, de Florianópolis (SC), um dos poucos militares da ativa a participar do evento.
  Além dos veículos em exposição, o exército disponibilizou dois tanques de guerra para o encontro. Em contrapartida, doze viaturas dos colecionadores foram escolhidas para participar de um pequeno desfile ocorrido na última sexta-feira no Parque Regional de Manutenção 5, um quartel localizado no bairro Bacacheri.

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