HISTÓRIAS
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Denise Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Escrever é uma questão de hábito e de gosto. É através do primeiro que se desenvolve o segundo. E alcançado este, o ato de registrar pensamentos em forma de texto torna-se uma necessidade.
Se há o que comemorar com o fato de a internet ter dado a toda e qualquer pessoa a chance de tornar públicas e de fácil acesso suas mais despretenciosas ou mais controversas ideias, é o estímulo ao exercício da escrita e, portanto, da reflexão. Os mais críticos podem queixar-se, e com razão, da imensidão de lixo eletrônico gerado por conta disso. Mas hão de reconhecer também que essa desvantagem é ínfima diante das possibilidades sem fim de encontrar nesse mesmo ambiente virtual tudo o que você sempre quis ter ao seu alcance. Além da verdadeira chance de poder participar ativamente da produção desse conteúdo em circulação.
Isso em pouquíssimos anos desde o desenvolvimento das primeiras ferramentas que tornam esse passe de mágica possível. Tente imaginar o dia em que a internet deixar de engatinhar e começar a se pôr em pé. Assustador? Pode ser. Mas, antes disso, é uma conjuntura real e irreversível. Nos resta apenas comemorar e aprender a exercitar aquilo que outros meios de comunicação precedentes, como o telefone, o rádio e a televisão, tinham dado a impressão de que se tornaria um hábito obsoleto: escrever. E torcer para que um dia o ato de escrever se converta indiscriminadamente no ato de pensar e, em consequência, no de instigar o pensamento.


