HISTÓRIAS
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Maria Duarte<br> Editora 
Dia desses decidi passar um final de semana na praia, coisa que adoro e não fazia há um bom tempo. Como qualquer virginiana neurótica que se preze, organizei de antemão toda a logística do passeio, na maior expectativa: olhei a previsão do tempo (sol, mínima de 18 e máxima de 29 graus), chamei os amigos, reservei pousada, comprei repelente, protetor solar, enchi os pneus do carro, convoquei a irmã pra ficar em casa cuidando dos cachorros. Tudo certo. Ou pelo menos era o que eu pensava.
Chegando lá, começou minha via crucis.
Primeiro que, ao contrário da previsão do tempo (surpresa...), caía o maior dilúvio em Quatro Ilhas, minha praia favorita em Santa Catarina. "Tudo bem", pensei, "amanhã melhora". Ahã. Só na minha cabeça. O dilúvio não só continuou como uma goteira num dos quartos da pousada transformou o meu em uma espécie de albergue, com redes penduradas pra todo lado e um monte de gente roncando...
Fazer o quê? Decidi não desperdiçar o feriado, apesar da noite mal dormida e de não poder atualizar naquela manhã, como pretendia, o bronzeado de azulejo de laboratório (mais branco, impossível). Levantei antes das seis, peguei a prancha e fui para a praia. Vento demais, caixotes demais e um frio terrível.
Fiquei com fome e voltei para o café da manhã, bem a tempo de descobrir que tinha acabado naquele momento. Um amigo guardou pra mim uns pães de queijo e um iogurtinho. Menos mal.
Ficamos jogando truco na varanda (alagada, diga-se de passagem). Eu já estava começando a ficar de péssimo humor quando alguém teve a feliz ideia de sairmos para o almoço. Fomos para Bombinhas. A maioria dos restaurantes estava lotada naquele momento, mas finalmente achamos um lugar legal. Adivinha? Metade do grupo teve intoxicação, incluindo eu - claro. Culpei os camarões. Nada de cerveja à noite, só Hidrafil.
Domingo de manhã, a mesma chuvarada. Os mais empolgados ainda assim resolveram curtir a piscina. No meio da tarde, começamos a guardar as malas no carro. A chuva virou garoa. Descemos e pagamos a conta. A chuva parou. Quase chegando na BR, o sol decide aparecer, lindo, com aquele céu azul e tudo. Que ódio.
E ainda tem gente que reclama do clima de Curitiba!


