HISTÓRIAS
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Será que toda mulher é um bicho meio masoquista? Dias desses eu pensei muito nesse assunto ao passar seguidamente por três atividades, consideravelmente dolorosas.
Na minha manhã livre, única da semana, comecei meu dia na academia. Meus exercícios físicas diários estavam particularmente dolorosos naquele dia, quando, depois de 45 minutos de pulos frenéticos, o professor exigiu carga máxima para as repetições de localizada. Apesar de tremer igual a uma vara verde, consegui terminar as séries.
Saí dali na correria para o segundo compromisso matinal. Fui para minha sessão semanal de acupuntura. Apesar da sensação após as agulhadas ser muito agradável, ninguém (ou pelo menos a maioria das pessoas) pode dizer que seja prazeiroso ser furado, e cutucado, por várias agulhas ao longo do corpo. E depois ainda ficar uns 20 minutos olhando a própria pele furada, apenas para em seguida sentir a dor inversa, a da retirada das agulhas.
Mais uma vez apressada, cheguei ao meu terceiro ''evento'' em menos de três horas: a depilação. Acho que, comparando às minhas torturas anteriores, esta foi definitivamente a pior. Não adianta passar a mão depois, usar gelzinho gelado, o troço dói. Mas, graças a Deus, a dor logo passa. O resultado é gratificante, só que, como eu sofri naquela manhã!
Nada comparável aos sofrimentos reais, às agonias de doentes, feridos e deprimidos. Longe de mim me fazer de coitada. O que eu acho interessante é que as minhas sessões de dor são voluntárias. Bem estar, saúde e estética foram as minhas motivações. São atividades que trazem resultado a médio e longo prazo, é isso que eu espero.
Ah, só para completar, passei o resto do dia com dor no pé por conta do salto alto e, antes de deitar, senti a pele arder com o ácido para a limpeza do rosto. Mulheres...


