Marcela Rocha Mendes
Equipe da Folha

Eu não aguento mais conviver com mulheres seminuas. Não, eu não moro em uma república feminina apenas com estudantes universitárias que fazem guerra de travesseiro só de calcinha e sutiã. A verdade é que eu não tenho que conviver com mulheres seminuas em carne e osso. Mas ainda assim elas estão em todos os lugares.
Propagandas... mulheres seminuas. Revista feminina de moda... mulher seminua. Revista feminina de dieta... mulher seminua. Revista feminina de... qualquer coisa... mulher seminua. Revista de fofoca... mulher seminua. Filmes, novelas, seriados... mulher seminua. Revista masculina... mulher nua.
Nada contra as moçoilas de corpo esculpido e gordura corporal zero mostrarem uma parte da pele para o imaginário masculino visualisar o resto. Mas, cansa, né? Primeiro porque não existe um equilíbrio entre a quantidade de mulheres seminuas e homens seminus que vemos por aí. Eles são esmagadora minoria e, pior, quando estão a mostra, são rechaçados pelos seus pares. O que contribui para que menos homens seminus sejam expostos para alegria da mulherada.
Mas nós, fêmeas, temos que aceitar sem restrições as milhares de barrigas retas, pernocas e pedaços de bumbuns que, em muitos dos casos citados anteriormente, são exibidos só para nós. Ok, ok, admito que a imagem de uma barriga chapada é mais estimulante para iniciar a dieta e começar a frequentar a academia. Mas, eu não gosto de ver uma menina de topless supostamente vendendo calça jeans. E, ninguém parou para pensar que mulheres também bebem cerveja?
Rapazes, não nada contra vocês. Não quero extinguir a exibição de belos corpos femininos. Só pediria um pouco mais de equilíbrio. Ah, e quando for um produto especialmente destinado ao público feminino, que tal variar um pouco o repertório?

mockup