HISTÓRIAS
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de outubro de 2008
Rosiane Correia de Freitas<BR>Equipe da Folha 
Eu amo o Ctrl+Z. Sabe o que é? Aquela combinação de teclinhas do computador que permite que a gente desfaça alguma bobagem que tenhamos feito. E a gente sempre faz bobagem, né? Vamos combinar. Então você vai, aperta Ctrl+Z e tudo volta ao que era antes. E tem alguns programas que permitem que você utilize esse recurso várias vezes até que o mal feito seja reparado. Não é uma maravilha?
Infelizmente na vida real não temos Ctrl+Z. É uma pena. Quantas coisas poderiam ser evitadas, não é mesmo? Meu carro teria muito menos amassados, pode ter certeza. Outros recursos da informática também me seriam úteis na vida real. O Google por exemplo. Sempre que eu perdesse as chaves (e eu sempre perco), era só digitar "chaves" no buscador e pronto.
Mas o recurso que eu mais queria no momento é o ressetar, aquele que faz com que tudo volte ao começo. Porque tem vezes que as coisas simplesmente desandam para o lado errado, não é mesmo? Eu queria ressetar o meu corpo. Veja vem, eu até gosto muito dele, mas alguma coisa entre meus 19 e 24 anos deu errada e eis que agora tenho que perder peso.
Essa história de voltar ao normal fazendo dieta é muito chata. A dieta em si não é ruim, já me acostumei com ela. O chato mesmo são os acessórios. Tem sempre alguém que diz: ué, mas você vai comer? Já emagreceu quanto? Em seguida vem as dicas: "Cuidado com maçã, que maçã engorda, viu?" "Bom pra emagrecer mesmo é chá de cavalinha com abacateiro". "Já experimentou tomar um suco de alho com mel logo pela manhã?".
Mas já que não dá para nos ressetar, nem usar o Ctrl+Z e apagar todas aquelas bobagens deliciosas que comi e me fizeram chegar aqui, o jeito é respirar fundo e seguir em frente. E sabe qual o lado bom disso: ar não tem caloria nenhuma...


