Sou avessa aos textos que costumam se apoiar em referências do tipo ''no meu tempo''. Mas já aviso que aqui não há nostalgias. ''Sou de um tempo'' em que era comum encontrar ratos de bibliotecas nos espaços públicos. Não me refiro aos pequenos roedores, mas àqueles seres quase em extinção que costumam passar horas em uma biblioteca pública pesquisando sobre um determinado tema. Ou sobre vários. Hoje em dia uma boa parte do tempo dispensado no passado é resumida a um clique no google, a invenção do século, do milênio, quem dirá do universo.
O mecanismo de busca é algo realmente surpreendente. Já vi até adolescentes - os serezinhos mais acostumados a essa ferramenta - defenderem a máxima ''se não está no google não existe''. Ah, sim, e isso não vale apenas para fatos históricos, mas também para aquela pessoa que você acabou de conhecer. Quem já resistiu à tentação de ''dar um google'' no nome de alguém para descobrir algumas informações ou mesmo, alguns segredos?
O fato é que esses dias me peguei esperando um pouco mais dessa ferramenta. A menina de quatro anos não parava com o chororô. Vamos lá digitar ''menina+manha+oquefazer''. Algumas dicas falíveis de super babás que não funcionam para a situação. A menina continua. Quer brigadeiro. Vamos lá ''receita+brigadeiro+rápido''. O telefone toca, mas não quero ser interrompida. Vamos ver se encontro algumas desculpas para a ausência. ''Telefone+não+atender+desculpa''. E por aí vai. É claro que a veracidade dos fatos nem sempre é garantida e o mecanismo de busca pode te levar para algumas roubadas. Mas aí é só digitar ''roubada+busca+como+agir''.

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