HISTÓRIAS
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Mariana e Camila estavam de férias na praia. Depois de um dia de muito sol e calor, decidiram ir dormir. As duas estavam ''mortas'' porque tinham caminhado bastante e o dia tinha sido muito quente. De repente, Mariana olha na parede do quarto do hotel e vê um bicho ''gigante''. Era uma perereca, mas o tamanho a assemelhava a um sapo.
Camila estava tão cansada que começava a cochilar. Inconformada em ter que dormir na presença daquela visitante, Mariana, chamou a amiga para pensarem juntas o que poderiam fazer para tirar o ''animalzinho'' do quarto. Camila nem abriu os olhos e mandou Mariana dormir e não se preocupar mais com o problema.
Mariana pensou em pedir ajuda para algum outro hóspede do hotel. Como a maior parte dos hotéis de praia, os quartos ficavam um ao lado do outro e a passagem entre eles era ao ar livre. Quando pensou em bater em alguma porta, começou a chover torrencialmente.
O que fazer, então? Usar algo parecido com uma vassoura para espantar o bicho para fora? Talvez uma toalha pudesse ser mais útil na empreitada. Mas, Mariana achou que não teria sucesso em nenhuma destas alternativas já que morria de medo desse tipo de bicho.
Colocou a criatividade para funcionar. Pensou em ligar para recepção do hotel e pedir para alguém ajudar. Mas, seria um ''mico'' muito grande. Logo já desistiu da idéia.
Então resolveu caminhar até o final do corredor dos quartos tentando se esconder da chuva. Avistou um funcionário do hotel que andava tranquilamente mesmo com os pingos caindo incessantemente e encharcando a roupa.
Resolveu pedir para o menino tirar a perereca do quarto. Com uma calma e coragem invejáveis, o rapaz pegou um pedaço de papel higiênico no banheiro e retirou a visitante do quarto com grande facilidade. O mais impressionante é que não demonstrou o menor receio para fazer toda essa operação.
Mariana não sabia como agradecer o favor. Mas, com certeza, depois da perereca sair do dormitório, respirou aliviada e dormiu um sono profundo.


