Tenho lido por aí sobre Spore, um game ''revolucionário'' que acaba de ser lançado mundo afora - Brasil incluso. Idealizado pelo designer Will Wright, a mente por trás dos populares SimCity e The Sims, o jogo levou sete longos anos para ficar pronto.
Não é para menos. Afinal, trata-se de um simulador de universo, em que o jogador brinca de Deus e inventa sua própria realidade. Em Spore, é possível criar um ser a partir de um organismo unicelular, multiplicá-lo até formar uma civilização e, de quebra, levar esse povo à conquista do espaço.
São tantas etapas, ferramentas e opções que fiquei cansado só de ler. É que não sou chegado em games altamente ''customizáveis'' - prefiro entrar logo em ação do que levar horas escolhendo a cor do cabelo do meu personagem.
Já estava me sentindo um velho ultrapassado quando um link me levou a uma série de matérias sobre a volta dos ''jogos casuais'' - o novo filão desse mercado global que movimenta US$ 57 bilhões por ano. A tendência da hora, dizem, é um retorno à simplicidade, para atrair mulheres, crianças e não-iniciados em geral.
Não que os games complexos estejam com os dias contados. Mas consoles como o Wii (e seus controles intuitivos) e títulos adaptáveis para telefone celular devem ganhar espaço nos próximos anos. Uma boa notícia para quem, como eu, não tem a mínima vocação para Deus.

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