HISTÓRIAS
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Diogo Cavazotti<br>Equipe da Folha 
O assunto do momento é o caos no trânsito curitibano. A maioria dos candidados a prefeito aborda esse problema durante o horário eleitoral gratuito. A construção do metrô promete descongestionar as ruas, mas se realmente for feito ficará pronto somente daqui uns três anos. Até lá acredito que a Região Metropolitana de Curitiba também estará congestionada. São vendidos aproximadamente 500 carros por dia na Capital. Parte disso vai para outras cidades, mas a maioria fica aqui.
Alguns dizem que a solução é o pessoal deixar o carro em casa e pegar ônibus. Estou com muito medo disso. Se os biarticulados já estão lotados agora, imagine se os motoristas aposentarem seus veículos? Terei que surfar na parte de cima dos ônibus, como fazem alguns garotos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Pelo menos nesta parte do veículo existe ar suficiente e ninguém pisará no meu pé.
Como este tipo de surfe é proibido, meu medo continua. Ou a frota de ônibus aumenta, ou o preço da passagem diminui. A passagem é considerada barata (R$ 1,90) mas não é por isso que não temos direito de estarmos decentemente acomodados no veículo. Esses dias um jovem vestia uma jaqueta com pequenos ganchos na parte de fora da roupa. O ônibus estava tão cheio que engatou na blusa de três mulheres. Ele, encabulado, pediu desculpas mas uma delas não gostou nem um pouco de ter o fio da blusa puxado.
Não tem mais horário de pico nos tubos e ônibus. Todo momento está lotado. No ponto da Praça Eufrásio Correia a aglomeração segue durante todo o dia. No tubo Bento Viana a fila é grande às 14h30. Você que também se incomoda com a falta de ônibus proteste e registre a sua opinião. Boca fechada não entra mosca mas em ônibus lotado nem elas conseguem entrar.
Antes de terminar conto um segredo: o jovem do gancho era eu.


