E o fechamento da Pedreira Paulo Leminksi? Os vizinhos pediram, a Justiça acatou e Curitiba perdeu seu melhor, ou o único, espaço para grandes shows.
A reivindicação dos moradores vem de longa data, e eles têm lá suas razões. O curioso dessa história é o fato de que, com raríssimas exceções, ninguém protestou contra a interdição.
Seja como for, a cidade agora precisa encontrar uma nova finalidade para o terreno de 103,5 mil metros quadrados. Se aqui fosse a China, o local seria o palco ideal para as execuções em massa de subversivos. Como não é, seguem algumas idéias.
Que tal criar um estacionamento gigante, para abrigar a quantidade absurda de carros e motos comprados todos os dias pelos curitibanos? Ou encher o lugar com água e inaugurar uma espécie de Piscinão de Ramos paranaense, oferecendo uma opção de lazer para os garotos barrados nos shoppings? Pensando bem, os vizinhos continuariam reclamando.
Eis a saída ideal: transformar a Pedreira no maior centro de meditação transcedental do planeta, onde 30 mil pessoas poderiam alcançar, juntas, o nirvana. Aí sim, a paz estaria selada. Não, não... Muito utópico - e sem graça.
Enquanto não decidem o destino da antiga usina de asfalto, fica no ar um clima de desolação. Afinal, o espaço que já recebeu mitos como Paul McCartney, David Bowie e Roberto Carlos encerrou suas atividades com um show do grupo de pagode mauricinho Inimigos da HP. Isso é o que eu chamo de despedida melancólica.

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