História, pescaria e cachoeiras
Coronel Vivida - As opções de roteiros no Sudoeste paranaense atraem todo tipo de turista. Desde aqueles que buscam descanso e tranquilidade até os mais aventureiros conseguem encontrar na região o que procuram.
Em Palmas, já quase na divisa com Santa Catarina, o visitante encontra muita história. Prestes a completar 130 anos, a cidade de 40 mil habitantes tem fazendas centenárias que preservam o passado na arquitetura e utensílios. Algumas delas oferecem refeições.
Uma das mais antigas é a Fazenda Pitanga, a nove quilômetros do centro da cidade. Fundada em 1839, conserva as taipas de pedras construídas pelos escravos e os ''troncos'' onde os negros eram açoitados. Outras opções são a Fazenda São Pedro, a Renascença e Santo Agostinho. O turismo religioso e as macieiras - a maçã de Palmas é a segunda melhor do país - são outros destaques.
As diversas usinas hidrelétricas na região formam vários grandes lagos que também atraem os amantes da pescaria. No Lago da Usina Salto Santiago, em Saudade do Iguaçu, nem mesmo o baixo volume de água nesta época do ano atrapalha quem gosta de pescar.
Dona de uma pousada na BR-373, Vadirlei Santos Ferreira lamenta que a pouca água espantou muitos clientes, mas ainda assim tem gente que resiste. É o caso do comerciante Claudecir Machado Rocha, que pesca no trecho desde 1994. ''Em todas as férias venho para cá'', conta.
Outro pescador assíduo é o aposentado João Carlos Jaskulski. ''Fico de dezembro até março. Tem bastante peixe e mesmo com volume baixo dá para pescar'', garante. A curiosidade é que eles pescam tilápia usando como isca um capim comum na região.
Além de peixes, os rios da região também contam com centenas de cachoeiras. Só em Coronel Vivida, ''a capital do ecoturismo do Sudoeste'', são mais de 90 quedas catalogadas. Os roteiros incluem trilhas ecológicas, rapel, trekking, mountain-bike, entre outras atividades.
O município também começa a explorar o potencial turístico da Cratera de Impacto Vista Alegre, uma área de 9,5 quilômetros quadrados descoberta recentemente e que surgiu após o impacto de um corpo celeste há cerca de 150 milhões de anos.
Na rota das águas termais, os destaques são os complexos existentes em Francisco Beltrão, Verê e Sulina. Residente em Curitiba, Maicon Talevi levou a esposa Fabiana, a filha Maria Clara e os sogros para Sulina. ''Para as crianças isso aqui é uma maravilha'', atesta o turista.
O casal Vancerlei Wegermann e Idalina Soares mais as três filhas viajaram de Dourados (MS) até Sulina para visitar familiares, mas também para curtir as águas quentes do termas. ''Temos parentes aqui e viemos todos os anos. É muito bom'', apontam. (L.A.)





