História de vida e parentes podem ser a chave do sucesso
Para ser o ''melhor'' ou ''maior'' do Brasil não é tão fácil assim. É preciso que o desafio a ser superado ou que determinado fato seja surpreendente, fantástico e cause reação de espanto e admiração pública. Para o empresário curitibano Luciano Cadari, dono da Rank Brasil - O Livro dos Recordes Brasileiro (possui versão on line), o que motiva as pessoas a registrarem seus feitos extrordinários ou superação de recordes, geralmente, são o ego, divulgação e o retorno financeiro.
''Avalio que é isto que move as pessoas. Para empresas e até cidades registrar um recorde é uma forma fácil e barata de fazer marketing. Muitas pessoas procuram o Rank Brasil com esse objetivo'', defende Cadari. ''Teve um escritor que tocou piano por 12 horas, num shopping de Curitiba, visando chamar a atenção para o lançamento do seu livro'', conta ele, dizendo que o Rank Brasil foi solicitado para fazer o registro do ''Maior Campeonato de Futebol Estadual do Brasil'', no Piauí, estado que estima mobilizar 90% dos municípios no evento - praticamente um time por cidade.
O empresário ainda elenca a carta quilométrica escrita por um fã da top model Gisele Bundchen, que seria a maior já feita no Brasil. ''É muito ego. Mas diversos motivos levam as pessoas a registrarem recordes. Também existem aqueles que não cobramos, que são os de domínio público, como situações geográficas e informações culturais e úteis, que mostram ao Brasil aquilo que o país é'', explica o empresário, acrescentando outros recordes que geram notoriedade, como a pessoa mais idosa, mais baixa e mais alta.
O Rank Brasil foi criado, em 1999, pela empresa de tecnologia de informação de Luciano Cadari, que elaborou um modelo próprio de homologação de recordes, ''nos moldes brasileiros''. ''Somos rigorosos. Não aceitamos meramente aquilo que é noticiado na mídia. Quando o fato ainda está para acontecer, geralmente um auditor estará presente para fazer o registro, mas se já ocorreu, pedimos fotos bem nítidas, documentação ou vídeos. Cada caso é um caso, mas só homologamos aquilo que for convincente'', esclarece ele.
A empresa concede um certificado, um troféu e ainda divulgação na revista e no site do Rank Brasil. ''Existem casos que não aprovamos o recorde e negamos o registro'', informa Cadari, completando que o procedimento da empresa não é ir atrás de recordes, o interesse surge das pessoas. O custo para o registro não é nada exagerado, segundo o empresário, e depende da complexidade de análise, da distância onde será feito o registro e equipe mobilizada.
Dos recordes que ficaram na memória, Cadari faz questão de lembrar do registro da mulher mais idosa do Brasil. ''Ela tinha 124 anos, era lúcida e morava no Mato Grosso. Foi fascinante conhecê-la. A repercussão do registro levou o governo daquele estado a pagar uma pensão vitalícia para ela, que faleceu dois anos depois'', recorda ele. No final do ano, a empresa pretende lançar o livro do Rank Brasil, seguindo os moldes do Guinness Book. (F.G.)





