De acordo com a Revista Brasileira de Cirurgia Cardíaca, a história da circulação extracorpórea no Brasil começou em 15 de outubro de 1955, quando o paulista Hugo João Felipozzi realizou a primeira cirurgia a céu aberto com o auxílio de extracorpórea. Além de realizar o primeiro procedimento no país, Felipozzi também contribuiu construindo a primeira máquina coração-pulmão brasileira.
Dois anos antes, o americano John Gibbon, que desde 1937 estava envolvido na pesquisa de um oxigenador, já havia realizado esse procedimento com sucesso nos Estados Unidos.
De 1955 até hoje um número incalculável de procedimentos com circulação extracorpórea já foi realizado no país e a técnica cirúrgica continua em evolução. Atualmente, já é possível, dependendo do caso, realizar cirurgias de revascularização do miocárdio com o coração batendo. ''Já fiz cinco pontes em um mesmo paciente sem precisar parar o coração'', relata o cirurgião Kengo Baba.
Os avanços tecnológicos também contribuem de forma significativa para que as lesões nas coronárias sejam resolvidas de forma muito mais confortável para os pacientes. Um exemplo é a angioplastia, procedimento indicado em diversos casos de obstrução nas coronárias e que é realizado na hemodinâmica.
Por meio de um cateter, o médico insere um stent - uma pequena ''mola'' de metal - no local lesionado, permitindo que o sangue volte a circular normalmente. Nos Estados Unidos, já são realizadas mais angioplastias do que cirurgias cardíacas. Porém, apesar da angioplastia ser mais confortável para o paciente, nos casos mais graves o procedimento cirúrgico ainda é o mais indicado.
Para o hemodinamicista André Labrunie, o trabalho integrado da cardiologia também joga a favor dos pacientes. ''A cardiologia é como uma orquestra que deve tocar afinada. Desde o momento que alguém chega ao hospital sentindo uma dor torácica, trabalhamos em equipe, seguindo diretrizes já consagradas para oferecer o melhor ao doente'', explica.

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