Hipertensão, uma inimiga silenciosa
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quarta-feira, 17 de dezembro de 1997
Da Redação 
Enquanto o ideal não acontece, o Paraná trabalha para minorar ou solucionar os problemas de atendimento à saúde. A hipertensão, por exemplo, é a primeira causa de morte não violenta no País. Só perde para acidentes de trânsito. A doença atinge 15% da população adulta brasileira e 20% da mundial acima de 29 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde. A doença multiplica os riscos de acidentes cardiovasculares, deteriora a qualidade de vida dos sobreviventes e tem um alto custo social: 1/3 dos transplantes renais se deve à hipertensão.
Mas o controle da pressão é capaz de reduz em até 50% as internações por acidentes. A prevenção, portanto, é altamente econômica para o Estado e benéfica para o paciente. Com base nesses e em outros números o Governo do Estado elaborou um documento em parceria com a Sociedade Paranaense de Cardiologia, chamado Atualização em Hipertensão Arterial. Ele foi distribuído aos médicos e, junto, a Secretaria da Saúde lançou o Programa de Controle da Hipertensão, que já atendeu 70 mil pacientes e quer chegar a 200 mil.
O programa está implantado em sete Regionais de Saúde - Maringá, Francisco Beltrão, Campo Mourão, Umuarama, Cianorte, Pato Branco e Guarapuava - abrangendo 152 municípios. Desde junho, quando começou a funcionar, o programa distribuiu 10 milhões de comprimidos, informa Michele Caputo Neto, diretor geral do Cemepar.
Arquivo FolhaAcompanhamentoO controle regular da pressão arterial é uma das formas de prevenção
CadastramentoA Sesa fornece aos municípios um elenco de medicamentos de largo uso contra a hipertensão, assessora tecnicamente a prefeitura e oferece bibliografias sobre a prescrição e uso dos medicamentos. Aos municípios cabe organizar o atendimento médico e de enfermagem, assim como desenvolver atividades relacionadas ao tratamento não-farmacológico, cadastrando e monitorando os pacientes hipertensos de seu território.
Estas explicações estão no manual de Atualização em Hipertensão Arterial, assinado pelo secretário da Saúde, Armando Raggio, o presidente da Sociedade Paranaense de Cardiologia, Hélio Germiniani, e pela diretora de Cardiologia Preventiva da Sociedade, Maria do Rocio Peixoto de Oliveira.
O hipertenso é cadastrado pelo médico de seu município e o médico define como será o atendimento e o tratamento não-farmacológico. Todo hipertenso cadastrado recebe a Carteira do Hipertenso, com nome, data, pressão, peso e medicamento utilizado.


