Antes de ir para a ‘‘quebrada’’, MC Pateta dá um giro pela avenida mais próspera da Zona Norte. Os antigos ‘‘Cinco Conjuntos’’ só crescem. A Saul, como chamam os moradores dali, tem literalmente de tudo. ‘‘Mas o forte aqui são
os preços de material de construção e os alimentos
nos mercadinhos’’, informa
Anderson.
  São estabelecimentos comerciais, de todos os tamanhos, desde os bem pequenos até o ‘‘big’’ e muitas vezes comercializam frutas e verduras plantadas ali mesmo na região, sem agrotóxicos e bem fresquinhas. ‘‘Aqui existem os melhores preços da cidade’’, afirma convicto o nosso cicerone.
  Dona de um mercado de porte médio, bem organizado, limpo e bonito, dona Ivoniza Alves de Moura Oliveira, moradora do Jardim Paraty, na Zona Norte, não tem saudades do Ceará, local de onde saiu há pouco mais de 15 anos, com o marido, para tentar a sorte em outro lugar. ‘‘Paramos em várias cidades antes de nos mudarmos definitivamente para cá. Quando vimos a cidade dissemos: é aqui!’’.
  Para ela a vida na periferia é boa, o mercado atual já é o segundo estabelecimento que eles estão tocando. O primeiro negócio que abriram, não muito longe dali, era um mercado bem pequeno, desses conhecidos como venda. ‘‘Com o que ganhamos lá construímos esse daqui, e agora não pagamos mais aluguel’’, diz a comerciante, satisfeita.
  Além do estabelecimento próprio eles contratam funcionários da região, que moram ali perto e não gastam com ônibus, o que, segundo ela, ajuda a manter um vinculo de confiança maior entre empregador e empregado. Para resumir, Ivoniza afirma: ‘‘a vida aqui é muito boa, eu acho que não tem lugar melhor. O comércio aqui na ’Saul’ não tem – igual, a Zona Norte é na verdadeira uma cidade dentro de Londrina’’.
  Por volta das 14 horas o sol está ‘‘torrando’’. MC Pateta sobe na moto e desfila na avenida repleta de estabelecimentos comerciais. Roupas, motos, papelarias, madeireiras, fotóticas, móveis, utilidades domésticas, açougues, sacolões e mercearias, frutarias, pizzarias, jóias, brinquedos, relógios, materiais de construção, imobiliárias, bancos, correios, despachantes e auto-escolas, academias de musculação, natação, escolas. Uma outra cidade dentro de Londrina movimenta fortunas para atender, na Saul, parte do universo de quase 90 mil domicílios das classes C e D londrinenses. (M.A.A.)

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