Hepatite A e rotavírus tiram brilho do IDH
Apesar de Londrina ter uma boa estrutura na área médica e de ser referência no setor de saúde, garantir atendimento a toda a população ainda é um desafio. A incidência de doenças nas camadas mais pobres da população é uma evidência. As áreas de maior risco e que puxam o IDH para baixo estão nos considerados bolsões de pobreza.
A secretária municipal de Sa© úde Josemari de Arruda Campos estima que entre 8% e 10% da população londrinense (num total de 47 mil pessoas) estão nestas áreas, consideradas de maior vulnerabilidade. ''São locais onde existe precariedade de saneamento''.
Nestes locais, diz a secretária, são mais frequentes doenças como hepatite A, verminoses e viroses como rotavírus, que atingem crianças e adultos. ''É um processo difícil de sanar, mas desde 2002 estão sendo feitas avaliações de novos bairros, para evitar esse tipo de problema'', afirma.
Entretanto os problemas são localizados. Para se ter uma idéia da boa estrutura do setor de saúde, em 2004, o município alcançou o menor índice de mortalidade infantil da história do Paraná, com índice inferior a 10 mortes para cada nascido vivo (8,99).
Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde tem programas que atendem 102.935 famílias, num total de 362.120 pessoas. O atendimento é feito por 420 agentes comunitários de saúde, que segundo a secretária de saúde, Josimari de Arruda Campos, visitam regularmente as famílias, através do programa ''Estratégia Saúde na Família'', que este mês completa cinco anos.
A cidade tem hoje 54 Unidades Básicas de Saúde (UBS) - 41 na zona urbana e 13 na zona rural -, além de três unidades de saúde mental, policlínica, laboratório, maternidade, farmácia e o Serviço de Internação Domiciliar para 120 pacientes. O Centro de Especialidade Odontológica (CEO), além das clínicas simplificadas complementam o atendimento à população.
Outro projeto que orienta mulheres e garante melhor qualidade de vida é a Secretaria da Mulher, que desde 1997, num trabalho pioneiro no Brasil, presta atendimento social, jurídico e psicológico à mulher vítima de violência, discriminação e preconceito.
Entre os projetos encampados pela secretaria, está o programa Rosa Viva, que oferece atendimento 24 horas por dia às mulheres vítimas de violência sexual, com assistência médica, apoio social e psicológico. Implantado em outubro de 2001, o programa atendeu 171 mulheres até dezembro do ano passado. (M.O)





