HCL integra estudo mundial
Referência no atendimento em oncologia, Londrina começa a se mostrar, também, como elo de uma grande cadeia de desenvolvimento de pesquisas de novas tecnologias capazes de aumentarem as chances de sobrevivência de pacientes com câncer.
Há dois anos, o Hospital do Câncer de Londrina (HCL) integra um protocolo de pesquisa clínica mundial sobre leucemia, em parceria com uma indústria farmacêutica, que visa estabelecer uma dosagem diferencial para um medicamento já disponível no mercado. A partir do ano que vem, um novo protocolo para tratamento de câncer de próstata será aplicado.
Estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta que, apenas no ano que vem, mais de 500 mil casos de câncer serão diagnosticados no Brasil. A previsão de mais pessoas adoecerem aumenta também a responsabilidade de encontrar melhores formas de lidar com a doença.
Para a coordenadora de estudos clínicos do HCL, Elaine Cristina Baraldi Carmelo, a inserção do hospital em um estudo mundial traz benefícios tanto para os pacientes, que passam a poder contar com tratamento diferenciado, quanto para a equipe de profissionais da instituição, que ganham experiência em pesquisa e mais conhecimentos.
''A nova dosagem do medicamento para leucemia será mais uma opção de tratamento'', explica a enfermeira Elaine. O protocolo atual testa o medicamento em um paciente, que recebe toda a estrutura necessária de tratamento, incluindo exames e procedimentos. Em abril do ano que vem, um novo protocolo para câncer de próstata começa a ser desenvolvido na instituição, envolvendo oito pacientes.
Elaine esclarece que as pesquisas em fase de testes em seres humanos são divididas em quatro fases. O paciente do Hospital do Câncer está em ''fase 3'', que antecede a entrada de novas drogas no mercado. ''É a fase de descrição de efeitos adversos e descrição da bula'', explica.
Segundo ela, antes de integrar o estudo, o hospital seleciona possíveis candidatos que atendam a todos os critérios da pesquisa. Interessados passam por entrevista com o investigador principal (no caso, um médico do HCL), que apresenta todo o protocolo e um termo de consentimento. ''A adesão é voluntária, o paciente fica livre para optar pelos tratamentos convencionais'', esclarece. (C.A.)





