Durante as décadas de 50 e 60, o Paraná vivia a euforia do centenário de sua emancipação política, ocorrida em 53. A Curitiba borbulhava. Este cenário propiciou o nascimento de vários restaurantes. O Ile de France, tradicional por sua comida francesa, foi criado no ano do centenário da emancipação por Emille Decock, pai do atual proprietário, Jean Paul Decock.
O primeiro endereço foi na rua Muricy, entre as ruas André de Barros e Pedro Ivo. O restaurante era sofisticado e atendia o fino da sociedade paranaense.
Em 57 mudou para a Praça 19 de Dezembro, onde está até hoje. Esta, no entanto, foi a única mudança. Os frequentadores continuam os mesmos. Políticos e empresários fazem parte do grupo que gosta da sofisticada comida francesa. O ex-prefeito Rafael Greca é frequentador assíduo, garante Decock.
O hábito de levar a família para comer em Santa Felicidade no domingo começou há mais de 40 anos. O primeiro Restaurante de Santa Felicidade foi o Iguaçu, de propriedade de Edelmira Pierussi, a nona Mira. Até hoje ela comanda, já não mais com mãos de ferro, o Iguaçu, típico italiano.
No começo o restaurante não passava de um bar. ‘‘Montamos um café para poder atender os caminhoneiros que vinham do norte’’, conta Mira. Curitiba era uma vila e estava longe daqui. ‘‘Era só barro e chegar aqui era um transtorno’’.
Na década de 50 foi construída a Rodovia do Café (BR-277) que quase derrubou o velho bar. ‘‘Os caminhoneiros deixaram de vir’’, relembra.
Mas em seguida o ex-governador Ney Braga construiu a avenida Manoel Ribas. ‘‘Foi uma festa. Não tínhamos lugar para atender tanta gente de Curitiba’’, conta.
O Iguaçu cresceu e na cola outros vieram, como o Cascatinha, o Madalosso. A partir daí, Santa Felicidade passou a ser conhecido como um bairro gastronômico.

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