A realidade estampada no jornal enriquece aulas de diversas disciplinas
Alunos da escola Eudice Oliveira se debruçam sobre as lições do jornal
No Colégio Estadual Professora Eudice R. de Oliveira, em Florestópolis, os 20 exemplares da Folha de Londrina/Folha do Paraná, recebidos às segundas-feiras são exaustivamente utilizados pelos 45 professores que compõem o corpo docente. O trabalho com jornais envolve alunos do ensino fundamental e médio, totalizando atendimento a 1.526 estudantes entre a 5ª série e o antigo 3º colegial.
O ‘‘Projeto Cidadania’’ começou a ser aplicado no início deste ano. De acordo com os professores, os alunos estão desenvolvendo o hábito da leitura, fato que contribui para melhorar o aproveitamento escolar.
Em Língua Portuguesa, o jornal auxilia atividades que envolvem leitura e escrita. Na aula de Ciências, a previsão do tempo é um tópico semanalmente discutido, além de questões sobre o meio ambiente. Os professores de História orientam a montagem de painéis e murais relacionando os acontecimentos passados com a atual realidade. Em matemática, o Classifácil auxilia a elaboração de gráficos e problemas.
Depois de lido à exaustão, o jornal vai para o lixo? Não no Colégio Professora Eudice. Lá, todo o papel é reciclado na aula de Educação Artística, transformando-se em vasos, cestas, bonecos e animais.
A Folha envolve pais e funcionários com o Projeto Cidadania. ‘‘Os estudantes costumam comentar as notícias em casa. Os pais participam da discussão e acabam tendo acesso a questões antes desconhecidas’’, afirma a diretora Shirlei Aparecida de Oliveira Nogueira.
Na sala dos professores, notícias e artigos veiculados pela Folha costumam integrar a pauta de discussões. O jornal se faz presente inclusive na hora de chamar a atenção dos alunos. ‘‘Muitas vezes, seleciono textos e indico a leitura para os que tem problema com indisciplina. Vale mais que um sermão’’, ressalta a diretora.
Apoio A compra dos jornais para o Colégio é patrocinada pela Associação de Pais e Mestres, mas o número de exemplares recebidos não tem sido suficiente. A escola não tem condições de arcar com a expansão do Projeto, por isso a entidade vai tentar conseguir apoio da iniciativa privada. ‘‘Se cada um colaborar um pouco, poderemos ampliar esse trabalho tão importante para toda a comunidade’’, argumenta a diretora Shirlei Aparecida Nogueira, em nome de todos os professores e alunos.

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