A fria madrugada de 21 de agosto de 1929 desafiava o ânimo e a mata fechada do Norte do Paraná tornava tudo ainda mais difícil. Mas algumas horas depois de deixar o abrigo dos ranchos de palmito em Jathay (hoje Jataizinho), o engenheiro russo Alexandre Rasgulaef, que compunha a caravana chefiada por George Craig Smith, consultou seus mapas e sentenciou: ''Chegamos!''. E a clareira inicial aberta naquele dia, nas proximidades de onde está o Terminal Rodoviário, hoje é Londrina, uma cidade com mais de 500 mil pessoas.
Então com 20 anos, Craig Smith, um paulista filho de pai inglês, inicia sua saga na região como um alto funcionário da Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP), empreendimento dirigido por Arthur Thomas voltado para a colonização de Londrina. Agora, 80 anos depois, grande parte do que ele registrou em fotos irá ser mostrado em uma exposição no Museu Histórico Padre Carlos Weiss em comemoração ao Dia dos Pioneiros. A comemoração deveria ter acontecido na última sexta-feira, mas foi adiada em virtude da epidemia de gripe A.
A diretora do Museu, Angelita Marques Visalli, informa que as celebrações foram remarcadas para 18 de setembro, aniversário do museu. Além da exposição, haverá lançamento de dois livros sobre a história de Londrina e uma confraternização em homenagem aos cerca de 500 pioneiros ainda vivos. No Marco Zero está prevista ainda uma apresentação cênica alusiva à chegada da primeira caravana em Londrina. ''Vai ser especial este ano, porque a prefeitura abraçou o evento como parte dos 75 anos de aniversário da cidade'', destaca Angelita.
(L.A.)

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