O Fórum de Desenvolvimento de Faxinal concluiu que a cidade tem potencial para crescer tanto através do turismo como no ramo de confecções. Segundo o integrante do Fórum e morador da cidade, Marcílio César Vicente, os projetos serão viabilizados através do Programa de Desenvolvimento Regional (Proder), com o apoio do Sebrae.
Junto com os sócios Luiz André Terezio, de Faxinal, e os londrinenses Marcos Alexandre Focci e Fábio Bini, Vicente participa de uma agência de turismo, inaugurada há menos de um mês. Eles investiram R$ 10 mil no negócio e, por enquanto, oferecem rapel e tracking, com equipamento e transporte.
Segundo Vicente, a Cachoeira do Chicão 2, distante oito quilômetros da cidade, é uma das mais procuradas, mas ele ainda não sabe a altura da queda d’água. ‘‘Estamos aguardando um levantamento nesse sentido, mas sabemos que há cachoeiras como a Porta do Céu, que devem ser exploradas pelos mais experientes no esporte. Para os iniciantes, quedas mais baixas’’, aconselha. As caminhadas devem passar por cachoeiras, em que o visitante entra na água.
O Grupo Especializado em Altura e Resgate (Gear), de Maringá, foi contratado pela prefeitura para fazer a medição das cachoeiras e mapeamento de todos os pontos passíveis de exploração da região. A empresa foi fundada há oito anos pelos profissionais liberais Ricardo Perini e Celso Vieira, hoje instrutores de cursos de rapel e mergulho, entre outros.
Semana passada eles exploraram a Cachoeira Véu de Noiva com um equipamento GPS e afirmam que a altura da queda é muito diferente da divulgada por leigos, mas preferem completar a medição com outros equipamentos para divulgar a informação. ‘‘Podemos adiantar que é uma queda difícil e perigosa e deve ser escalada apenas pelos mais experientes nesse esporte, mas é belíssima para apreciação’’, revela Perini.
Os instrutores acreditam que a região tem cerca de 20 cachoeiras, mas até o momento seis são indicadas para rapel. A Chicão 1, Chicão 2 e Porta do Céu são algumas. Eles também estão analisando a força das águas para determinar a descida pela água.
Os empresários também alertam pessoas que fazem cursos rápidos de rapel e outros esportes radicais e se aventuram em quedas e paredões sem conhecimento técnico e experiência. ‘‘É preciso levar esses esportes muito a sério e procurar a ajuda de guias especializados’’, orienta Perini. (K.B.)

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