Guerra travou desenvolvimento
O crescimento do povoado foi acontecendo lentamente por causa da falta de transportes. Em 1943, o distrito de Caviúna (atual Rolândia) conseguiu sua emancipação política e o distrito de Arapongas passou a pertencer a esta comarca.
O problema do transporte se agravou com a 2ª Guerra Mundial. Além do preconceito contra os imigrantes e descendentes de alemães, japoneses e italianos - que formavam o Eixo na guerra - o governo brasileiro restringiu o fornecimento de óleo diesel. Os carros, na sua grande maioria, passaram a usar gasogênio.
Este problema se manteve até 1945, com o fim da guerra. Neste ano, a sede distrital de Arapongas possuia cerca de 600 casas e já era servida pela Estrada de Ferro São Paulo-Paraná, também dos ingleses. Por causa do crescimento lento, moradores, entidades organizadas e políticos locais criaram a Sociedade dos Amigos de Arapongas. Este grupo defendia a autonomia, progresso e desenvolvimento do distrito e, naturalmente, a sua emancipação.
Foram dois anos de campanhas, lutas e reivindicações. Até que em 10 de outubro de 1947 foi criado o município de Arapongas, através da Lei nº 2, assinada pelo governador Moysés Lupion.
Naquela época, o município possuía uma área de 2.007 quilômetros quadrados e abrangia Astorga e Sabáudia (emancipadas em 1952 e 1954, respectivamente). Logo após a emancipação político-administrativa de Arapongas, foi empossado o prefeito interino, José Simonetti. Ele permaneceu no cargo até a posse do primeiro prefeito eleito, Júlio Junqueira. (A.S.)





