Terminar um relacionamento de muitos anos e de repente flagrar-se passando as noites de sábado sozinho em frente à televisão é o que leva muita gente a procurar agências de relacionamento. ‘‘Depois da minha separação, não tinha mais amigos solteiros. É difícil conhecer pessoas em bares badalados, porque as expectativas são diferentes’’, afirma a publicitária Mari G., 31 anos.
Foi com o intuito de fazer amigos que ela se juntou a um grupo da Golden Years, e participa de churrascos, jantares dançantes e viagens. ‘‘Na primeira vez, apesar da boa acolhida, me senti perdida’’, lembra. A sensação de o-que-eu-estou-fazendo-aqui? é mais do que comum, mas passa. Com problemas e dificuldades semelhantes, os grupos acabam sendo coesos e gerando amizades verdadeiras. Ou surpresas afetivas. Há quatro meses, Mari conheceu no grupo uma pessoa que a interessou, e estão namorando há um mês. ‘‘Não era minha intenção inicial encontrar um parceiro, mas aconteceu’’.
O mesmo se passou com a empresária Regina, 39 anos, separada e com dois filhos adolescentes. Longe da família e sem amigos que não fossem em comum com o ex-marido, ela queria novas companhias e distração. Encaixou-se em um grupo em abril de 95, foi a muitos jantares, fez muitas amizades. Há dois meses conheceu um divorciado, também com dois filhos, e aos poucos está estabelecendo um outro tipo de relacionamento. ‘‘Aconteceu’’, diz. ‘‘Meu objetivo primeiro era ter vida social intensa, não procurar um novo companheiro’’.

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