O futuro de Londrina, na opinião do presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPUL), engenheiro Mário Stamm Júnior, é a transformação em uma cidade ‘‘aberta e planejada’’. Otimista, Stamm Júnior diz que apesar da crise econômica que se acentua, Londrina tem plenas condições de se destacar no futuro do País como modelo de desenvolvimento.
Um dos desafios do engenheiro é o de adequar as ruas estreitas da cidade, que cresceu sem nenhum planejamento. Stamm explica que, depois de adequado, o sistema viário atual será a base para o futuro. ‘‘Está tudo no Plano Diretor, um documento importantíssimo que vai garantir o crescimento ordenado, preservando a qualidade de vida dos moradores de Londrina’’, garante.
O Plano Diretor, esclarece o engenheiro, estabelece eixos estruturais que serão unidos a um anel viário, formado por parte do sistema atual. Cada eixo viário será composto por várias radiais, que atenderão a uma mesma região da cidade, interligando os bairros sem necessidade de passagem pelo centro.
No projeto dos eixos estruturais estão previstos alargamentos de ruas e transposições, uma delas na continuação da Rua Maringá, que integrará o norte ao sul.
Nos planos do IPPUL, esta cidade de ruas largas, trânsito e fluxo tranquilo e simples sairá do papel até o ano 2020, quando, segundo o instituto, Londrina terá mais de 600 mil habitantes. O Plano Diretor, ressalta, organiza o crescimento da cidade para os próximos 50 anos.
MetrópoleOs planos para o futuro de Londrina, entretanto, extrapolam os limites do município. O Grupo Promotor do Desenvolvimento Regional (GPDR), criado há pouco mais de um ano e presidido por Octávio Cesário Pereira Neto, atua com o objetivo de preparar a região para a virada do terceiro milênio, segundo o seu presidente, Octávio Cesário Pereira Neto.
Um dos projetos do grupo, o Metronorte, pretende unir as regiões metropolitanas de Londrina e Maringá numa só. ‘‘Com esta conurbação, teremos um poder de força ainda maior para atrair novos investimentos’’, justifica Cesário. O GPDR, segundo ele, tem também se esforçado para estreitar o relacionamento da região com países do Mercosul, para troca de informações e tecnologias. Outro projeto do grupo é a negociação para construir um gasoduto, utilizando o gás encontrado pela Petrobrás na região de Pitanga, no centro do Estado.
Decisões acertadasMas os reflexos de decisões acertadas no presente começarão a aparecer no ano 2001, conforme projeta o economista Ismael Mologni, diretor-financeiro da Sercomtel. Especialmente no setor industrial, acrescenta Mologni, porque as empresas atualmente em fase de instalação já estarão em pleno funcionamento.
‘‘A importância imediata da industrialização está nas empresas que gravitam em torno das grandes idústrias. Quando uma grande indústria se instala na cidade não se ganha apenas em produção. Ganha-se um grande comprador’’, ressalta. Mas tudo, avalia o economista, depende do Poder Público: se a prefeitura investir na qualidade de vida da população, a administração municipal garantirá a redução dos custos sociais e permitirá um crescimento saudável. (Texto final de Walter Ogama).

mockup