Grupo leva teatro mais crítico para as ruas
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quinta-feira, 19 de março de 2009
Diogo Cavazotti<br> Equipe da Folha 
Apresentações na rua sempre estão suscetíveis à boa vontade de São Pedro. Se chove, não tem peça. Foi o que ocorreu com "O Culto", que seria apresentada na quarta-feira, às 21 horas, nas Ruínas São Francisco. Mas o espetáculo segue na programação do Fringe até domingo, sempre às 21 horas. Caso chova a apresentação será transferida para o Memorial de Curitiba.
"O Culto" foi desenvolvido pelo Instituto Luz de Fomento Cultural. Trata-se de um grupo que já realizava atividades sociais mas que resolveu se unir. Eles seguem com projetos para angariar fundos à cultura.
Um dos trabalhos do grupo é o Teatro das Almas. Eles reúnem adolescentes da rede pública para estudar e encenar peças ao lado de atores profissionais. Além disso, os alunos integram a equipe técnica. O espetáculo apresentado no festival faz parte deste projeto. O grupo agora busca parceiros para levar a peça para o interior.
Segundo Márcio Ferreira Pereira, que escreveu o texto e integra o elenco de "O Culto", a história é uma colcha de retalhos com muita ironia e cinismo, incluindo temas como amor, pedofilia, violência e guerras geopolíticas. "Não damos o assunto mastigado para o público. Cada um pode fazer uma interpretação. Buscamos levar para a rua um texto mais crítico, não tão ingênuo quanto os outros espetáculos de rua", explica Pereira.
O mesmo grupo apresenta na Praça da Espanha a peça "A Origem dos Babacas", que fala sobre a origem do ator e do ser humano, mostrado através do teatro do absurdo. O espetáculo já foi apresentado em escolas e visto por 15 mil jovens.


