Grupo implantou sistema de células industriais
A Simbal implantou em 1993 um sistema de células industriais para a fabricação de estofados. As células funcionam como minifábricas dentro da empresa. Em vez de o produto passar por várias fases no processo de fabricação, ele é confeccionado inteiro nas células. A Simbal tem 48 células. Em cada uma trabalham sete funcionáris que, além do salário, recebem uma comissão por produção.
Aí é que está a vantagem. Os trabalhadores se tornam mais produtivos porque sabem que ganham mais se produzirem mais. Então, dentro de uma célula, um cobra do outro mais produtividade para que todos saiam ganhando, explica a gerente de Marketing da empresa, Maria Luzia Romera Milani. A produção diária da Simbal é de 2.600 sofás por dia. Cada célula fabrica, em média 54,1 sofás por dia.
A única linha de produção que funciona no sistema de célula é a de estofados. Segundo Maria Luzia, isso acontece porque a produção do sofá é praticamente artesanal. A serraria apenas encaminha as peças de madeira, já cortadas no tamanho adequado, e a tapeçaria também já chega pronta. Na célula, ocorre basicamente a montagem do sofá. De acordo com Maria Luzia, a Simbal terceiriza a costura do tecido. As outras linhas de produção funcionam no modelo tradicional porque há etapas mecanizadas durante o processo.
A idéia de trabalhar com células é uma adaptação de um sistema de produção japonês. Após a instalação do sistema na Simbal, quase todas as fábricas de móveis de Arapongas também passaram a usar as células em seu processo produtivo. O presidente da Simbal, Adriano Romera, recebe amanhã, dia 26, em Curitiba o prêmio de honra ao mérito da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). É a primeira vez que o prêmio é entregue no interior. A premiação será às 18 horas no auditório da Fiep.





