Grupo estimula troca de carro por bicicleta
Um dos representantes da bicletada de Curitiba (movimento popular livre que desestimula o uso de veículos motorizados no Centro da cidade), Luiz Cláudio Brito Patrício, também foi convidado para o debate na audiência pública, no próximo dia 20. O grupo já estuda uma série de alternativas ao rodízio como por exemplo, a implantação de pedágio urbano.
''Sou contra o rodízio. Num primeiro momento pode parecer benéfico, mas a médio e longo prazo, a proposta estaria incentivando o aumento de veículos nas ruas. O pedágio urbano pode ser uma solução para desestimular o uso dos carros na área central e o dinheiro seria usado na área'', explicou Patrício.
Segundo ele, as pessoas comprariam outros carros para poder burlar o sistema de rodízio com placas de finais diferentes. ''Quem mais vai sair prejudicado com esse projeto são as pessoas que não podem comprar outro carro'', afirmou.
Na visão de um morador de São Paulo e usuário frequente das ruas centrais curitibanas, o rodízio na cidade seria um exagero. Para o catarinense Fernando Tilles, hoje habitante da capital paulista e ex-morador de Curitiba, a má postura do condutor curitibano é que causa o problema no trânsito.
''O curitibano é mais folgado do que o motorista de São Paulo. Muitos andam a 30km/h no meio de duas pistas. Trata-se de má postura educacional'', afirmou Tilles. (D.R.)





