Grupo Dignidade completa 17 anos
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quinta-feira, 05 de fevereiro de 2009
Diogo Cavazotti<br> Equipe da Folha 
Desde 19 de janeiro o Grupo Dignidade possui uma nova presidente. Trata-se de Rafaelly Wiest, 25 anos, a primeira transexual a ocupar o cargo. Na gestão, que dura quatro anos, ela pretende trabalhar com os jovens que enfrentam problemas na família por conta da orientação sexual. Além disso, Rafaelly também quer levar os gays, lésbicas e travestis para dentro da Ong.
Nestes 17 anos de existência, a Ong Dignidade e as outras organizações aliadas (Transgrupo Marcela Prado, Dom da Terra, Artemis, Appad - Associação da Parada da Diversidade -, e Cepac - Centro Paranaense da Cidadania) ajudaram a lutar pelos direitos do público GLBT não só em Curitiba, mas também em manifestações nacionais. Criada por Tony Reis, conhecido militante a favor dos direitos dos homossexuais, outros três presidentes passaram pelo Grupo Dignidade antes de Rafaelly assumir o compromisso. Ela obteve destaque em 2008 quando foi eleita a primeira transexual delegada na 1ª Conferência Nacional da Juventude, que reuniu 1.200 pessoas.
"Fiquei feliz com a indicação, por conta de ser a primeira transexual na presidência de uma instituição de importância, referência no Brasil e no movimento mundial. É uma grande responsabilidade e acaba sendo um novo caminho que se abre para discussões e para a visibilidade das travestis e transexuais", explica Rafaelly.
Segundo a atual presidente do grupo, existem locais no Brasil que os movimentos estão divididos. São organizações específicas para travestis e outras para homossexuais. Também existem articulações internacionais que mexem só com travestis ou só com transexuais. "Na minha gestão não vou separar. Acho que esses dois segmentos sofrem e enfrentam os mesmos problemas".
Em setembro o Grupo Dignidade vai organizar o quinto encontro da ILGA (Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, pessoas Trans e Intersex). É a primeira vez que o evento será realizado no Brasil. Durante uma semana serão realizados encontros para definir políticas públicas para a comunidade GLBT, além de eventos culturais, de educação, direitos humanos e exibição de filmes. O encontro reúne representantes de 33 países. Ao final do evento será realizada a Parada da Diversidade de Curitiba.


