Grife torna-se objeto de desejo das adolescentes
De tese de conclusão de curso a objeto de desejo das adolescentes londrinenses, foi uma questão de pouquíssimo tempo. O suficiente para a designer Tatiana Krzyzanowski perceber que o timing de sua marca foi perfeito. Em 2001, quando nascia a Mulher Elástica, a Adidas contratava o consagrado Yohji Yamamoto para assinar uma das linhas esportivas da grife. Ainda não se falava em fashion fitness, mas a idéia já estava no ar. Conseguimos antecipar os desejos do mercado,
reconhece Tatiana.
Graduada pela Unopar e pós-graduada em Moda pela UEL, a designer acaba de se mudar para São Paulo, onde abriu a terceira loja da grife, a primeira fora de Londrina. Teve boa recepção de público e de mídia especializada. Atualmente, as pessoas estão preocupadas com bem-estar e essa roupa dá mobilidade. É um conceito novo, o de fitness para o dia-a-dia, explica.
Tatiana investe em pesquisas para criar diferenciais como as peças de ginástica com zíperes e nichos para MP3. E também busca materiais com tecnologia especial. Uma das novidades é suplex power de alta compressão, com proteção reforçada para a musculatura, prevenindo flacidez e estrias e modelando o corpo.
Outra boa nova é o tecido com proteção solar 50 embutida na trama do tecido. É uma tecnologia brasileira, da Pettenati, que foi novidade até para o pessoal da Victorias Secret, conta. A Mulher Elástica foi uma das três marcas brasileiras de fitness selecionadas para ser visitada por representantes da grife norte-americana este ano.
Entre os planos de Tatiana está a abertura de mais duas lojas em pontos estratégicos de São Paulo. A busca por inovações é o que move o trabalho da designer, por isso, a mudança para a capital paulista veio a calhar. Quero criar peças mais elaboradas, com apelo de moda. Em Londrina, as pessoas são mais básicas, gostam de ver coisas diferentes na vitrine, mas não usam. Eu tinha necessidade de ir para um centro maior para não ter um bloqueio criativo, para não me podar por causa do mercado, justifica ela que, por conta das atividades na fábrica e das duas lojas locais, deve passar boa parte do tempo na ponte-aérea São Paulo-Londrina. (R.V.)





