Arquivo FolhaA produtividade da soja em Guarapuava chega a 3.200 quilos por hectare, em média Guarapuava possui um dos mais altos índices de produtividade rural do Paraná, sendo um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento da agricultura e da pecuária estadual. Além de ter diversas potencialidades emergentes, a agricultura se destaca na produção de soja, milho, trigo, cevada, aveia e batata.
De soja são colhidos, em média, 3,2 mil kg/ha, e de milho 7,8 mil kg/ha. Os números demonstram que uma atividade altamente tecnificada. O cultivo de batata bintje e monalisa também se destaca, principalmente porque as espécies são favorecidas pelo clima frio. A produção chega a 35 t/ha.
De olho na necessidade de melhor rendimento do produto, através da agregação de valores, produtores e empresários do segmento estudam com o poder público a instalação de uma unidade de industrialização de batatas tipo ‘‘chips’’. Pode sair daí uma parceria entre a Cooperativa Agrária e a Associação dos Bataticultores de Guarapuava.
A agricultura utiliza 230.884 hectares no município, sendo a maioria dos produtores, 3,5 mil, formada por pequenos proprietários. Esta realidade faz com que a política municipal seja voltada principalmente para eles. Vários programas específicos são desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, em parceria com organismos estaduais.
OportunidadesSeguindo a tendência que busca melhor aproveitamento econômico das propriedades, os programas incentivam prioritamente a implantação de projetos que estabeleçam novas fontes de renda para o produtor. Dentre eles, são impulsionados piscicultura, fruticultura, olericultura e produção de leite.
Também estão sendo realizados cursos técnicos, com acompanhamento da Emater, para a formação dos jovens que residem na zona rural. Através da difusão e do assessoramento, os pequenos produtores rurais aprendem modernas e adequadas tecnologias.
O secretário da Agricultura, agrônomo Anton Gora, explica que os programas têm a finalidade de viabilizar a pequena propriedade, que enfrenta muitas dificuldades, além de fixar o produtor na sua origem. ‘‘Esses programas vão diversificar as propriedades fazendo com que o homem do campo tenha novas fontes de renda e assim permaneça na zona rural. Principalmente o jovem, que cada vez mais tem deixado o campo para vir para a cidade’’, aponta.
Segundo Gora, através dos programas os próprios proprietários vão buscar soluções. ‘‘Nós estamos oferecendo várias alternativas para que eles possam analisar o que é melhor e assim possam superar as dificuldades’’, ressalta.

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