A 8ªFeira Metalmecânica e Construção Civil neste ano vai promover a segunda edição das rodadas de negócios entre potenciais compradores e fornecedores das duas áreas. Desta vez, o Sebrae é o organizador das rodadas, que acontecem no dia 26 de abril.
André Basso, do Sebrae, ressalta que as rodadas não garantem que negócios sejam feitos entre as empresas participantes, mas ajudam a dar um grande passo na aproximação entre fornecedores e potenciais clientes. No ano passado, a expectativa era de que fossem gerados R$ 2 milhões em negócios com a rodada durante e no pós-evento.
De acordo com levantamento preliminar feito pela consultoria nos dias do evento, a expectativa entre os fornecedores era de pelo menos R$ 146 mil em negócios a curto prazo, e R$ 570 mil a longo prazo. Entre os compradores, a expectativa era de fazer R$ 55 mil em negócios a curto prazo e R$ 500 mil a longo prazo. Mas não há como contabilizar os negócios que podem ter sido feitos no pós-evento efetivamente.
Este ano, a expectativa é de que o volume gerado com os negócios na rodada pelo menos dobre, tendo em vista que a Caixa Econômica Federal (CEF) disponibilizou R$ 30 milhões para financiamentos e que o número de expositores participantes dobrou.
Pela dinâmica das rodadas, o Senai entra em contato e convida empresas âncoras – as que são clientes em potencial para os setores de metalmecânica e de construção civil. Elas então listam produtos e serviços em que estão interessadas. Os fornecedores que possuem esses produtos e serviços, então, inscrevem-se para participar.
Ainda segundo André Basso, as rodadas de negócios beneficiam principalmente fornecedores pequenos, que encontram mais dificuldades para entrar em contato com empresas grandes. ‘‘Aumentam as possibilidades de negócios entre empresas que, talvez sozinhas, não conseguiriam se encontrar.’’ Do outro lado, também existem muitas empresas de grande porte que desconhecem produtos e serviços oferecidos por fornecedores da região. As rodadas de negócios são uma oportunidade para conhecê-las.
O consultor Paulo Dichiara, que organizou a rodada do ano passado, complementa dizendo que há também muitas empresas locais que desconhecem produtos e serviços oferecidos por aqui e que acabam comprando de outras cidades. Nisso, elas acabam gastando mais com transporte, comunicação, impostos e até mesmo tempo útil. Já para as empresa fornecedoras pode ser uma grande uma oportunidade de se modernizarem para atender às necessidades das empresas clientes. Elas também aprendem a se preparar melhor e a reconhecerem oportunidades de negócios.
Na opinião de Dichiara, iniciativas como as rodadas de negócios podem fortalecer a economia local, que ganha com renda, emprego, imposto, uma vez que são gerados mais negócios. ‘‘As rodadas proporcionam acesso, oportunidade de negócios e de descobrir as necessidades das empresas.’’
‘‘Um dos motivos pelos quais quisemos realizar as rodadas na feira é que queremos fortalecer o setor na região, melhorar a competitividade das empresas do setor não só localmente, mas também regionalmente e até nacionalmente’’, declara André Basso, do Sebrae.

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