Grandes negócios ainda ocorrem no Edifício América
Na cidade do Teatro Ouro Verde e do Catuaí Shopping Center, referências explícitas à terra que já foi considerada a Capital Mundial do Café, um edifício chamado América ainda é o endereço dos grandes negócios. O corretor Marcos Bacceti começou moleque no ofício. Hoje tem a própria corretora e não abre mão da sala no América.
''É a memória viva do café'', explica. Até os mais desavisados percebem logo a função cafeeira do edifício. O cheiro característico passeia pelos andares de carona no elevador antigo. Para as visitas, Bacceti oferece de bom grado uma xícara de café gourmet, numa mistura de grãos que ele mesmo prepara. Além de saber as cotações, o corretor também faz às vezes de degustador. ''Posso falar que o norte do Paraná produz a melhor bebida dura do mundo'', explica Bacceti. ''E não se caracteriza um café gourmet sem a bebida dura'', completa.
Mas mesmo os elogios ao produto plantado por aqui e a reação de elevação dos preços, que andaram achatados nos últimos anos, não podem ser considerados incentivo suficiente para futuros cafeicultores. ''Não é só plantar, tem que ter infra-estrutura'', avisa Bacceti. Ele lembra que em cerca de quatro anos os compradores mundiais irão requisitar uma certificação de origem. ''Quem não analisar os riscos estará fadado ao fracasso'', afirma.(K.M.)





